O Brasil é um dos países mais caros do mundo para se começar um negócio; despesa média supera R$ 2 mil.

Ser dono do próprio negócio e não ter patrão é o sonho de muita gente, mas o gasto para abrir uma empresa pode fazer com que esse desejo fique cada vez mais distante.

A despesa média para começar uma atividade na indústria, no comércio ou no setor de serviços é de R$ 2.038, mas ela pode ser maior ou menor dependendo do porte da companhia.

Além disso, a burocracia exigida dos empreendedores pode atrasar em até quatro meses a abertura das portas. É que no Brasil o prazo médio para iniciar um empreendimento é de 119 dias, quase o dobro do tempo gasto na América Latina, e são necessários 13 procedimentos burocráticos.

Nos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), são apenas cinco trâmites. Mesmo assim, o brasileiro não desiste e é um empreendedor.

Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2003; No período, o governo obteve R$ 19,597 bilhões em receitas previdenciárias

A Previdência Social encerrou o mês de janeiro com um déficit de R$ 3,005 bilhões. Trata-se do melhor resultado para o mês desde 2003, segundo informou o secretário de políticas de previdências sociais do Ministério da Previdência Social, Leonardo Rolim. Em janeiro daquele ano, de acordo com ele, o saldo havia ficado negativo em R$ 2,8 bilhões. O saldo negativo foi puxado pelo aumento de 6,3% das despesas com pagamento de benefícios na comparação com idêntico mês de 2011. Em janeiro, essas despesas somaram R$ 22,603 bilhões ante R$ 21,271 bilhões pagos um ano antes. A arrecadação do primeiro mês do ano, no entanto, apresentou um crescimento ainda maior. O governo obteve R$ 19,597 bilhões em receitas previdenciárias, uma elevação de 8,4% ante janeiro de 2011 (R$ 18,079 bilhões). Por conta disso, o resultado da Previdência em janeiro ficou 5,8% menor do que o verificado em igual mês do ano passado, quando registrou saldo negativo de R$ 3,192 bilhões.

Na última semana, foi prorrogada por mais 60 dias a Medida Provisória 549, que reduziu a zero as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a importação e a venda no mercado interno de produtos utilizados por pessoas portadoras de deficiência. Com a medida, especialistas apostam que a redução pode virar lei.

"A primeira e mais provável possibilidade é que a isenção vire lei, até pelos benefícios concedidos para as pessoas com deficiência e de ampliação da assistência e inclusão social e digital", afirma o advogado Rodrigo Rigo, do Braga & Moreno Consultores e Advogados. Segundo ele, se a MP não for convertida a lei no prazo de 60 dias, o Congresso Nacional deverá emitir um decreto legislativo disciplinando as relações jurídicas decorrentes de sua vigência.

É o que diz o texto do substitutivo do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) elaborado a partir de projeto (PLS 158/ 2010) de Paulo Paim (PT-RS). A medida garante que pessoas a partir de 65 anos de idade poderão ser dispensadas de pagar imposto de renda sobre rendimentos de qualquer espécie (e não apenas aposentadoria) até o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social - atualmente fixado em R$ 3.916,20. A medida será examinada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, que se reúne na quarta-feira (8).

O presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon - juntamente com vários presidentes dos sindicatos do Sistema, deputados federais e representantes de outras entidades - esteve reunido com o subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal do Brasil (RFB), Carlos Roberto Ocaso, e técnicos do órgão. Em pauta um assunto que, se colocado em prática poderá melhorar muito o dia a dia das empresas brasileiras: procedimentos a serem adotados para efetiva entrega sem pendências das Obrigações Acessórias Federais.

As empresas precisam se preparar melhor para atender às necessidades e aos desejos da nova classe média, camada que detém a maior parte do poder de compra no país. Segundo estudo divulgado pelo Data Popular, 53,9% da população brasileira está na chamada classe C, com renda per capita mensal entre R$ 324 e R$ 1,4 mil. A classe C será responsável por 44,3% dos gastos das famílias este ano, com um poder de compra de R$ 2,3 trilhões.

“É uma massa enorme de consumidores que vêm de um passado de pobreza e que, agora, estão conseguindo consumir e já se tornaram maioria em vários segmentos”, disse o pesquisador do Instituto Data Popular João Paulo de Resende. “Essas empresas têm que entender que agora elas estão lidando com um público que não é o mesmo que sustentava o negócio delas há dez anos”. Em 2001, a classe C representava 38,6% da população e 25,8% do consumo.

Um projeto piloto desenvolvido há três anos no município de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, reduziu de 45 para dois dias o tempo necessário para abrir um empreendimento de baixo risco. O programa inovador deve se tornar referência como modelo de gestão para cidades brasileiras, afirma o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos.


 

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