Preocupada com os dados negativos da economia, como a nova retração da indústria, a presidente Dilma Rousseff decidiu atuar diretamente em duas frentes para evitar que a recuperação econômica prevista para o segundo semestre seja abortada.

A primeira iniciativa foi assumir pessoalmente as articulações para desarmar as "bombas fiscais" do Congresso, um conjunto de projetos que aumentariam demasiadamente os gastos públicos.

A segunda foi dar início à montagem de programas de aumento de investimento em aeroportos, portos, rodovias, ferrovias e energia.

[Imagem: Ensitec]
Nos dias 13 e 14 de junho foi realizada no Colégio e Faculdade Ensitec a XV Feira de Projetos, evento que reuniu cerca de 50 projetos dos Cursos Técnicos em Contabilidade, Eletrônica, Mecânica, Mecatrônica e Segurança do Trabalho, e dos Cursos Superiores de Tecnologia em Fabricação Mecânica e Mecatrônica Industrial, além do Ensino Médio+Técnico e diversas empresas.

O objetivo da Feira de Projetos é estimular os alunos a trabalhar de maneira cooperativa e interdependente, através do desenvolvimento de projetos interdisciplinares, o que permite a atuação conjunta dos professores de diversas áreas e disciplinas, por isso a relevância da atividade para o aprendizado acadêmico e profissional.

A Feira de Projetos é uma oportunidade de o aluno colocar em prática o conhecimento adquirido em sala de aula e mostrar ao mercado de trabalho que está qualificado profissionalmente e pessoalmente.

Vencedores da XV Feira

Confira os projetos premiados

[Image: Stock.xchng]

Situação é um pouco melhor entre negócios de micro e pequenos portes

País apresenta crescimento bem menor do que China, Índia e Rússia e vem sendo alvo de desconfiança por parte dos investidores

O mesmo Brasil que até pouco tempo era incensado por investidores do mundo todo parece ter sido mandado para a coxia. Entre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), ele é o que está crescendo menos, a aversão a risco em relação ao País só aumenta e o Brasil passou de estrela a lanterninha do grupo.

"Há uma desaceleração considerável no Brasil e alguns investidores estão pensando: 'hei, deve haver algum problema aí'", comentou o estrategista Albert Ades, do Bank of America Merrill Lynch (BofAML), em entrevista à Agência Estado.

A presidente Dilma Rousseff resolveu atacar de forma "específica" as distorções do sistema de impostos, um dos entraves ao crescimento da economia. Ao classificar de "inadequada" a tributação brasileira, Dilma fez questão de enfatizar que a opção é fazer mudanças pontuais. "Já tentamos duas vezes fazer uma reforma de maior fôlego. Resolvemos agora atuar, em vez de ficar discutindo se a reforma sai ou não sai."

Dilma deixou claro, em discurso ontem na abertura da marcha dos prefeitos, em Brasília, que uma das primeiras áreas que serão atacadas é a de energia. "Não conheço muitos países que tributam energia elétrica. Nós tributamos. Tem várias formas de tributação nossa que são regressivas."

A poupança por um fio

Governo deve anunciar hoje mudanças que reduzem a rentabilidade da caderneta. Objetivo é permitir quedas maiores nos juros

A presidente Dilma Rousseff deve anunciar hoje mudanças nas regras da poupança, que, na prática, deverá ter sua rentabilidade reduzida. Segundo o governo, a remuneração da aplicação mais popular do país é uma das principais barreiras para uma queda mais acentuada nas taxas de juros.

A ideia do governo é abrir espaço para que o juro real (descontada a inflação) da economia possa recuar para 2% ao ano no médio prazo. Atualmente, com a taxa básica (Selic) em 9% ao ano, o juro real é de aproximadamente 3,3%. Entre as possibilidades em discussão está tributar o investimento – hoje isento de Imposto de Renda (IR) – ou atrelar a sua remuneração à Selic.

Determinado por lei, o rendimento mínimo da poupança equivale à variação da TR (Taxa Referencial) mais 6,17% ao ano. Mas, com a queda da taxa básica determinada pelo Banco Central, a caderneta ficará cada vez mais atraente em relação a outras aplicações, como fundo de investimento de renda fixa, que pagam Imposto de Renda e taxa administrativa.

A Comissão de Finanças e Tributação rejeitou na última quarta-feira (28) o Projeto de Lei 4774/09, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que obriga as empresas tributadas com base no lucro presumido a manter escrituração contábil completa. A proposta altera a Lei 8.981/95, que trata da legislação tributária federal.

Atualmente, as empresas tributadas pelo lucro presumido são obrigadas a manter apenas o livro-caixa, que é uma forma de escrituração mais simples, onde são registradas as entradas e saídas de dinheiro.


 

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